top of page

"O encantamento é a função da ancestralidade (...). Ninguém se encanta sozinho, ninguém encanta ninguém, encanta-se sempre em coletivo."

WhatsApp Image 2022-03-21 at 22.28.03.jpeg

OCARA [Espetáculo cênico] - 2023

Ocara é um espetáculo cênico montado abarcando esses 3 anos de investigação em torno do eixo corpo, memória e ancestralidade, reunindo materiais e rastros que articulam poeticamente narrativas e objetivos afetivos de cada intérprete-criadora envolvida no processo. Tempo foi uma inquietação e na montagem essa inquietação não ficou de fora.

Sua estréia aconteceu de maneira dupla, nos dias 7 e 14 de Julho, no Teatro Marcus Miranda (CCBJ) e no Theatro José de Alencar. Com apoio cultural da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. Lei n° 18.012 de 1° de abril de 2022.

-

FICHA TÉCNICA

Direção Artística

Déborah Santos

Intérpretes - criadoras

Déborah Santos

Amanda Mendes

Bárbara Lima

Gabriela Sotero

Ju Souza

Luisa Viana

Iluminação

Ângelo William

Sonoplastia

Lucas Jackson

William Madeiro

Figurino

Carlota Canoa

Produção Executiva

Jônatas Joca

Artboard 11_144x-100.jpg

Em 2021, através da Lei Aldir Blanc 2021, a Cia Déborah Santos realiza a idealização e montagem do trabalho audiovisual '216 - Rastros Poéticos'. Um registro audiovisual, em uma perspectiva documental, faz jus ao fio condutor que permeia a pesquisa em torno das relações do corpo com a memória e a ancestralidade gerida pela Companhia Déborah Santos. Invoca-se narrativas ancestrais e poéticas em sintonia com a investigação em dança da relação do corpo com objetos afetivos. O trabalho foi premiado como Melhor Documentário Nacional no Festival Itinerante de Dança e Vídeo (D'Olhar) em 2022.

Continuando o processo criativo e de pesquisa dramatúrgica do 216, em 2020, a Companhia Déborah Santos se engajou em novos desdobramentos criativos, construindo o projeto 'Memoração' para o edital da Lei Aldir Blanc de Fortaleza. Após o resgate de uma gravação onde a bisavó da Déborah traz o canto e a reza como lugar de encontro direto com o que é ancestral, as investigações se ramificaram para uma pesquisa em corpo-objeto, memória e ancestralidade, tendo em vista o fio condutor da pesquisa anterior. Com o resgate de objetos usados por esta matriarca da família, o trabalho explora possibilidades criativas a serem traçadas a partir das ancestralidades das intérpretes da Companhia, integrando-se a sua.

A Companhia Déborah Santos tem um percurso que trabalha com a interação da dança com a dramaturgia da cena contemporânea. Seu início no ano de 2019 é marcado pela produção do videodança 216, um trabalho atravessado por narrativas que transitam entre ancestralidade, corpo-espaço, memória, improvisação e criação em dança. O 216 foi pesquisado e filmado dentro de uma casa em processo de construção localizada no Barroso, bairro da periferia de Fortaleza. A casa carrega marcas simbólicas e concretas das lutas vividas pela família da Déborah, durante muitas gerações. Tendo como fio condutor as trajetórias que contornam a concretização desse espaço, a pesquisa se moldou entre os atravessamentos histórico-afetivos das integrantes da Companhia.

bottom of page