
"O encantamento é a função da ancestralidade (...). Ninguém se encanta sozinho, ninguém encanta ninguém, encanta-se sempre em coletivo."

OCARA [Espetáculo cênico] - 2023
Ocara é um espetáculo cênico montado abarcando esses 3 anos de investigação em torno do eixo corpo, memória e ancestralidade, reunindo materiais e rastros que articulam poeticamente narrativas e objetivos afetivos de cada intérprete-criadora envolvida no processo. Tempo foi uma inquietação e na montagem essa inquietação não ficou de fora.
Sua estréia aconteceu de maneira dupla, nos dias 7 e 14 de Julho, no Teatro Marcus Miranda (CCBJ) e no Theatro José de Alencar. Com apoio cultural da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. Lei n° 18.012 de 1° de abril de 2022.
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FICHA TÉCNICA
Direção Artística
Déborah Santos
Intérpretes - criadoras
Déborah Santos
Amanda Mendes
Bárbara Lima
Gabriela Sotero
Ju Souza
Luisa Viana
Iluminação
Ângelo William
Sonoplastia
Lucas Jackson
William Madeiro
Figurino
Carlota Canoa
Produção Executiva
Jônatas Joca


Em 2021, através da Lei Aldir Blanc 2021, a Cia Déborah Santos realiza a idealização e montagem do trabalho audiovisual '216 - Rastros Poéticos'. Um registro audiovisual, em uma perspectiva documental, faz jus ao fio condutor que permeia a pesquisa em torno das relações do corpo com a memória e a ancestralidade gerida pela Companhia Déborah Santos. Invoca-se narrativas ancestrais e poéticas em sintonia com a investigação em dança da relação do corpo com objetos afetivos. O trabalho foi premiado como Melhor Documentário Nacional no Festival Itinerante de Dança e Vídeo (D'Olhar) em 2022.

Continuando o processo criativo e de pesquisa dramatúrgica do 216, em 2020, a Companhia Déborah Santos se engajou em novos desdobramentos criativos, construindo o projeto 'Memoração' para o edital da Lei Aldir Blanc de Fortaleza. Após o resgate de uma gravação onde a bisavó da Déborah traz o canto e a reza como lugar de encontro direto com o que é ancestral, as investigações se ramificaram para uma pesquisa em corpo-objeto, memória e ancestralidade, tendo em vista o fio condutor da pesquisa anterior. Com o resgate de objetos usados por esta matriarca da família, o trabalho explora possibilidades criativas a serem traçadas a partir das ancestralidades das intérpretes da Companhia, integrando-se a sua.

A Companhia Déborah Santos tem um percurso que trabalha com a interação da dança com a dramaturgia da cena contemporânea. Seu início no ano de 2019 é marcado pela produção do videodança 216, um trabalho atravessado por narrativas que transitam entre ancestralidade, corpo-espaço, memória, improvisação e criação em dança. O 216 foi pesquisado e filmado dentro de uma casa em processo de construção localizada no Barroso, bairro da periferia de Fortaleza. A casa carrega marcas simbólicas e concretas das lutas vividas pela família da Déborah, durante muitas gerações. Tendo como fio condutor as trajetórias que contornam a concretização desse espaço, a pesquisa se moldou entre os atravessamentos histórico-afetivos das integrantes da Companhia.













